seta
Francisco António LOPES DA SILVA
(-1882)
Pulquéria Gertrudes CABRAL
José Maria Cabral de AZEVEDO, ®
(1853-)
Ana Maria de SOUSA, ®

Pedro Corsino de AZEVEDO, ®
(1905-1942)

 

Relações da família

Cônjuges/Filhos:
1. Ana Zara Avelino CARDOSO

Pedro Corsino de AZEVEDO, ® 1

  • Nascimento: 4 Fev 1905, Praia Branca, , , Cape Verde 2
  • Casamento (1): Ana Zara Avelino CARDOSO
  • Óbito: 24 Set 1942, Ribeira Brava, São Nicolau, Cabo Verde com 37 anos de idade 2
  • Sepult.: Ribeira Brava, São Nicolau, Cabo Verde

Símbolo   Pedro também usou o nome Nhô Pedrinho.

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Símbolo  Eventos de relevo na sua vida:



• Foto criança.

• Actividade literária: Escritor e poeta. PEDRO CORSINO DE AZEVEDO
(1905-1942)

TERRA-LONGE


Aqui, perdido, distante

das realidades que apenas sonhei,

cansado pela febre do mais-além,

suponho

minha mãe a embalar-me,

eu, pequenino, zangado pelo sono que não vinha.



"Ai, não montes tal cavalinho,

tal cavalinho vai terra-longe,

terra-longe tem gente-gentio,

gente-gentio come gente".



A doce toada

meu sono caia de manso

da boca de minha mãe:

"Cala, cala, meu menino,

terra-longe tem gente-gentio

gente-gentio corne gente".



E envelheceu lá dentro

Não posso conceber

O que vêem as meninas

Dos meus olhos

Depois que sou livre.


Abrolhos são flores,

Amores, vida.

0 que é a magia da sombra!...


Agora já posso gritar:
Livre! Livre!

Tapei o poço da morte, a cantar.



In Claridade, N.º 4, Janeiro de 1947

• O que se conta desta pessoa: por: José J. CABRAL, 4 Fev 2013. "Da linhagem dos Lopes da Silva, ostenta o apelido Azevedo, resultado de uma longa peripécia familiar, aliás contada pelo filho Osvaldo no jornal Art & Letra.

Nasceu em Praia Branca no dia 4 de Fevereiro de 1905 (Completaria 108 anos), filho de José Maria Cabral d'Azevedo, que foi professor na Praia Branca, sob cuja responsabilidade funcionou uma escola régia, nos anos letivos de 1884/85 a 1886/1887.

Seus três anos de frequência do seminário, terão propiciado-lhe embasamento intelectual e académico para suporte de sua sensibilidade inata, de poeta mítico e perspicaz, que nos legou poemas, (infelizmente poucas conhecidas), dominadas pela tensão entre o presente e o ausente, com traços de onirismo e evasão.Dedicou-se à atividade comercial, no exercício da qual visitou a ilha do Fogo, onde enamorou-se da jovem Ana Zazá, com quem esposou e teve cinco filhos, entre os quais o major, escritor, poeta Osvaldo Aranta Azevedo (Também ele ignorado), não obstante tratar-se de figura notória que, ao lado de Amílcar Cabral, combateu nas matas da Guiné, pela independência de Cabo Verde.
Quis a sorte que seus últimos anos da atribulada vida fossem vividos em seu torrão, onde entre outras tarefas, dedicou-se ao ensino. Em Tarrafal, lecionou no ano letivo 1938/39, uma turma de 15 alunos, dos quais, Djódja Fina, que aos 86 anos, viva e lúcida recorda o "professor - Nhô Pedrinho", hóspede de Nhô Djilipse, e ensinava-lhes numa casa que se situava onde é hoje a alfândega, junto ao porto de Tarrafal.

Em estudo publicado, Manuel Ferreira afirma que foi ele, quem modificou a poesia Cabo-verdiana, no conteúdo e na forma. Por isso, atribuiu-lhe o estatuto de pai da moderna poesia Cabo-verdiana. Porém, não sendo minha seara, não me atrevo a escrever. António (Toy) Silva Roque, e outros estudiosos da matéria terão elementos, e incito-os a responderem ao desafio lançado por Mário Fonseca, ou seja a colaborarem no resgate desta figura grande da literatura Cabo-verdiana, que descobriu e legou-nos códigos de decifragem da nossa identidade, circunstância que por si só, fazem-no merecedor de outro tratamento, que não aquele que lhe demos até agora.

No mínimo injusto, diga-se de passagem, para com quem, em tão curta estada na terra, deu tanto, em circunstância difícil, acometido por doença grava e em plena ditadura Salazarista.

Se calhar não será demais referir que na cidade do Mindelo, sujeito à censura e perseguição do regime, ousou empenhar-se na criação de um sindicato para defender os interesses da classe dos comerciantes.

Viveu seus últimos dias na passagem - Vila da Ribeira Brava, na casa assinalada na foto ao lado, de onde partiu no dia 24/09/1942 para o cemitério de Tabuga, deixando esposa e cinco filhos desamparados, que em meio a dificuldades, viram-se forçados a regressarem à ilha do fogo, à exceção do filho Osvaldo, que foi morar, primeiro com a tia Maria dos Anjos em Pico-Agudo - (Vale de Fajã), depois com os tios Nhô Rudolfo e Nhána Dadóia em Manel Anton - (Rª Brava)."

Tarrafal de São Nicolau, 4 de Fevereiro de 2013

José J. CABRAL



• Homenagem/Louvor/Reconhecimento, 5 Dez 2016, Ribeira Brava, São Nicolau, Cabo Verde. Nas celebrações do dia do município da Ribeira Brava na ilha de São Nicolau, o poeta Pedro Corsino de Azevedo foi homenageado a título póstumo pela câmara municipal.


Pedro Corsino de Azevedo, poeta sanicolauense, morreu numa casa na vila Ribeira Brava, ao lado da residência dos pais de Baltasar Lopes da Silva. Essa casa, hoje propriedade de outra família, recebeu por ocasião das festas do município que se celebram amanhã dia 6, uma placa de homenagem ao poeta que revolucionou a escrita poética cabo-verdiana, e ao filho ainda vivo, também poeta, o major reformado das forças armadas, Osvaldo de Azevedo.

Na ocasião, o Presidente da câmara da Ribeira Brava salientou o facto de se pretender devolver à ilha de São Nicolau, as figuras da sua história.

O poeta Pedro Corsino de Azevedo, morreu ainda muito novo com 37 anos. A sua poesia está publicada na revista Claridade, e hoje, o liceu do Tarrafal, tem o seu nome. A cerimónia do descerramento da placa foi vista pelo investigador José Cabral como o resgatar da história da ilha de São Nicolau.

Ainda ontem ao fim do dia, foi exibido o documentário O VELHO CAMINHEIRO, da autoria de Jean Gomes, com Osvaldo de Azevedo, filho do poeta Pedro Corsino de Azevedo.


MCSA - RCV


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Pedro casou com Ana Zara Avelino CARDOSO, filha de Guilherme Monteiro CARDOSO e Ana do Carmo Avelino HENRIQUES. (Ana Zara Avelino CARDOSO nasceu em Fogo, Cabo Verde 2 e faleceu em †.)


imagem

Fontes


1 compiled by Luís António FARIA; supplied by FARIA, Maio de 2013. Data de reg.: Mai 2013; cópia GEDCOM facultada por
Luís António Martins Pinheiro de FARIA

2 compiled by Luís António FARIA; supplied by FARIA, Maio de 2013. Data de reg.: Mai 2013.

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