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João Baptista Pires de OLIVEIRA, ®
(1873-1935)
Maria da Conceição NOBRE, ®
(1878-1972)
João Arrobas FERRO, ®
(1893-1967)
Clara de Sena PIRES FERREIRA
(1899-1982)
Adalberto Nobre de OLIVEIRA, ®
(1915-1999)
Dulce Irene de Sena FERRO, ®
(1921-1999)

João Manuel Ferro Nobre de OLIVEIRA, ®
(1955-2018)

 

Relações da família

Cônjuges/Filhos:
1. Maria Teresa de Jesus Bettencourt PINTO, ®

João Manuel Ferro Nobre de OLIVEIRA, ®

  • Nascimento: 10 Ago 1955, Paúl, Santo Antão, Cabo Verde
  • Casamento (1): Maria Teresa de Jesus Bettencourt PINTO, ® a 20 Jun 1987 em Alcântara, , Lisboa, Portugal
  • Óbito: 18 Jul 2018, Macau, , , Macau com 62 anos de idade
  • Sepult.: 20 Jul 2018, Macau, , , Macau

Símbolo   João também usou o nome Joman.

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Símbolo  Eventos de relevo na sua vida:

• Nota biográfica: pelo próprio. Fez os estudos primários na vila da Assomada, ilha de Santiago, depois frequentou o Liceu Camões de Lisboa (1968/69), foi aluno interno da Escola Salesiana do Mindelo, ilha de S. Vicente (1969/70) e estudou no Liceu Gil Eanes da mesma cidade onde concluiu o secundário. Licenciado em História pela Universidade Clássica de Lisboa (1981). Professor do ensino secundário em Portugal a partir de 1982, desde 1995 que se encontra em Macau como técnico superior dos Serviços de Educação. Membro, entre outras, da Associação de Antigos Alunos do Ensino Secundário de Cabo Verde e de Associação de Amizade Macau Cabo Verde (onde foi vice-presidente p/ Ass. Culturais). Dedicando-se a investigação histórica, tem participado em conferências, congressos, colóquios e seminários, nomeadamente no VIII Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), realizado em Macau em Abril de 1998, e no colóquio Cabo Verde: Percursos Arqueológicos da Construção de uma Identidade Nacional Crioula. realizado na cidade da Praia, Cabo Verde, em 1999, onde apresentou comunicações escritas que foram publicadas: "Educação e Cultura em Cabo Verde. O ensino secundário, (sécs. XIX e XX)", in: VIII Encontro - AULP - Associação das Universidades de Língua Portuguesa, - Presenç a de Macau, págs. 241-260, Colecção GAES, nº 30, Gabinete de Apoio ao Ensino Superior, Macau, 1999, 550 p; igualmente publicada em: VIII Encontro - AULP - Associação das Universidades de Língua Portuguesa, 2º vol., págs. 791-825, Edição do Centro Cultural da Universidade de Macau, 1999, dois volumes, 1105 p. Além disso tem colaboração dispersa por periódicos como Artiletra e Ekhos do Paul, de Cabo Verde, Revista Macau, de Macau, Revista Latitudes (Cahiers Lusophones), Paris, França, etc. Publicou: A Imprensa Cabo-Verdiana (1820-1975), edição conjunta da Fundação Macau e da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau, 1998, 870 p.
Casou em 20 de Junho de 1987, na freg. de Alcântara, em Lisboa, com Maria Teresa de Jesus Bettencourt Pinto, filha de Celso Dias Tavares Pinto e de Andresa Silva Bettencourt

• Atividade de investigação/pesquisa: GENEALOGIA. Preparou ao longo de muitos anos uma obra genealógica que ele entitulava de "História das Famílias Cabo-verdianas"



• Foto do casamento, 20 Jun 1987.



• Obra: A Imprensa Cabo-Verdiana (1820-1975), 1998, Macau, , , Macau. Edição conjunta da Fundação Macau e da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Macau, 1998, 870 p.



• Descendência. Filhos:
• João Henrique Bettencourt Pinto Nobre de Oliveira, nascido em 27 de Dezembro de 1987, nat. da freg. de S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Portugal. Fez os seus estudos primários e secundários em Macau (Escola Portuguesa de Macau).

• Ana Isabel, nascida em 3 de Agosto de 1992, nat. da freg. de S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Portugal. Fez os seus estudos primários e secundários em Macau (Escola Portuguesa de Macau).

• O que se conta desta pessoa: Homenagem por David Leite. JOÃO MANUEL OLIVEIRA, UMA LUZ DE SABEDORIA QUE BRILHOU E NINGUÉM VIU!

João Nobre de Oliveira. Poucos conhecem este nome. Muito poucos ouviram falar.

E no entanto, João Manuel deixou obra: "A Imprensa Cabo-verdiana, 1820-1975" é um dos mais elaborados trabalhos sobre essa temática, uma pesquisa monumental que o Autor acomodou em mais de 870 páginas!

Foi assim que conheci o Jom-Manel: viajando pela história das ilhas, numa extraordinária prosa narrativa em que os principais eventos desfilam, como num filme, no decurso desses turbulentos 155 anos.

De resto, só nos vimos uma vez. Em Paris, ele de passagem a caminho de Lisboa, nas apresentações o Antonino Oliveira, um primo comum. Felicitações pela sua obra, ainda deu para falar dos laços de família, tema incontornável nas gentes graúdas de S. Antão quando se apresentam (em Portugal é Benfica-Porto-Sporting…) E falou-se do Leite que se perdeu, "sorvido" até à última gota no cálice dos casamentos em que predominava (e predomina ainda) a patronímia dos maridos.

Mas com Leite ou sem Leite, primos na mesma '96 sangue fala mais alto do que apelido!

O Amigo, viria depois. Depois do escritor-investigador, do primo sem Leite... Não amigo de tomar copos, ou sequer do facebook… A amizade consolidou-se na tela dos emails em que, dizia, não perdia um artigo meu: - "Acabo de ler (enviado pelo teu colega em Macau Mário Vicente)… Tens leitores em toda a parte".

Com o tempo aprendi a admirar-lhe essa qualidade dos grandes espíritos que é a simplicidade. "Viva David. Gostei do teu estilo de escrever. Forma e conteúdo. Escreves bem, respondes com muita diplomacia e não insultas."

Vindo tais elogios de um João Nobre de Oliveira, eu que tanto admirava a sua obra, dava comigo entre orgulhoso e encabulado.

Aprendi a respeitá-lo como homem versado em História. Se o tema era História, lá vinha o email: - "Mãos amigas fizeram chegar ao meu conhecimento duas prosas tuas.... ou seja, acabo de ler mais dois textos teus em que respondes a um certo (…)"

E não se contentava em dizer que leu e gostou. Comentava, esclarecia, mandava umas pistas… Muito aprendi eu com o Jom-Manel! Ele era bom em história porque gostava, e não apenas porque estudou, porque diploma sem vocação é papel!

Nascido no Paul, Santo Antão, a 10 de Agosto de 1955, João Manuel era filho de Dulce Irene de Senna Ferro, professora, e de Adalberto Nobre de Oliveira, o célebre Minito, Administrador de Concelho. Com o pai e as irmãs, Vanda e Ivone, viveu em diferentes ilhas do arquipélago, o que despertou nele o interesse pela genealogia, geografia, cultura. Muito viajou através dos livros de história e banda desenhada, das estórias que ouvia, dos selos, moedas e clássicos de banda desenhada que desde jovem coleccionava.

Em 1974 embarca com os pais para Lisboa onde estuda História na Faculdade de letras. Professor do ensino secundário, nos anos 80 parte para Macau com a esposa Teresa Bettencourt Pinto e os dois filhos, João Henrique e Ana Isabel. Em Macau publica, em 1998, "A imprensa Cabo-Verdiana, 1820-1975", aclamado pela classe académica como um inestimável contributo científico para o estudo de Cabo Verde no período em referência.

João Nobre de Oliveira deixa-nos aos 63 anos, em Macau, vítima de doença prolongada. Fica um legado por editar, nas suas páginas mais de 30 anos de investigação genealógica.

Sim, perdi um amigo, mesmo distante. Um amigo sincero e franco, uma espécie em extinção hoje em dia. Caboverdeano, então, não é muito de cumprimentos: se for para botar abaixo, nada lhe escapa, mas se for para dizer, finge que não viu!

Muita gente não viu o Jom-Manel, aliás João Manuel Ferro Nobre de Oliveira. Também não era desses que gravitam à volta do Poder para existirem, não buscou rampas de lançamento na esfera política. Não sonhou com cargos nem regalias, não contraiu dívidas de fidelidade política. Por isso os deuses do Platô não o viram, ou então fingiram!

Eu, perdi um amigo. Mas perdemos todos um grande caboverdiano que os deuses do Platô, infelizmente, não viram. Estou convencido que esse homem teria dado um excelente ministro da cultura ou da Educação, conservador de algum museu ou arquivo histórico, curador de alguma Cidade-Velha… Mas sabemos todos a quem são reservados esses cargos e títulos…

Assim, num país onde nem sempre brilha, hoje em dia, a luz da sabedoria, ninguém para render uma homenagem póstuma, singela que fosse, ao incansável investigador e historiador!

Entretanto distribuem-se medalhas a torto e a direito. Em certos casos virou negócio, showbiz! Por um dá-cá-aquela-palha toma lá uma medalha, que às vezes até parece brincadeira! Fabricam-se "heróis", procura-se com lanterna na mão génios para condecorar, e enquanto isso os grandes vultos vão partindo sem uma menção de reconhecimento!

Os "deuses" das ilhas, silêncio! Nem uma palavra para um abnegado patriota sem inconfessas ambições de recompensa, que não aqueles que "amam" Cabo Verde para colherem dividendos! Nem uma menção a João Manuel de Oliveira que, ele sim, amava a sua terra, mas de maneira diferente porque desinteressada.

João Manuel não se abeirou do sistema, logo não foi reconhecido! Não existiu! Dos vivos, os que mostram opinião própria incomodam, chega para lá! A luz incomoda as trevas!

Muita luz no teu caminho, meu amigo! Vai em paz.

David Leite

PS: Obrigado à sobrinha Samira Pereira pelos apontamentos biográficos fornecidos


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João casou com Maria Teresa de Jesus Bettencourt PINTO, ®, filha de Celso Dias Tavares PINTO, ® e Andreza Silva BETTENCOURT, ®, a 20 Jun 1987 em Alcântara, , Lisboa, Portugal. (Maria Teresa de Jesus Bettencourt PINTO, ® nasceu a 22 Fev 1954 em Mindelo, São Vicente, Cape Verde.)


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