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Rodrigo de Oliveira FONSECA
Isabel de Barros BEZERRA
João Pereira de CARVALHO
(1690-Depois de 1764)
Maria de Barros de OLIVEIRA
(-Depois de 1764)
António de Barros Bezerra de OLIVEIRA
(-1764)

 

Relações da família

Cônjuges/Filhos:
1. Maria Semedo da SILVA

António de Barros Bezerra de OLIVEIRA

  • Nascimento: Santiago, Cabo Verde
  • Casamento (1): Maria Semedo da SILVA
  • Óbito: Dez 1764, Lisboa, , Lisboa, Portugal
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Símbolo  Eventos de relevo na sua vida:

• Nota biográfica:,. Estraída do site HISTÓRIA DA GUINÉ clique aqui


Em Março de 1761, foi nomeado governador MARCELINO PEREIRA DE ÁVILA(1). Tomou posse em 11 de Outubro. Governou apenas 23 dias, vindo a falecer logo depois da sua chegada a Santiago. Com a vacância do governo, a câmara assume a governação e nomeia para o cargo de governador das armas o cavaleiro professo da Ordem de Cristo, o síndico dos religiosos, o juiz mais velho, o provedor dos defuntos e ausentes, o coronel ANTÓNIO DE BARROS BEZERRA DE OLIVEIRA.
Este homem, filho da família mais poderosa da ilha tinha nessa época todo o poder civil e militar das ilhas. Não só estava sob seu comando um regimento que se compunha de uma dezena de companhias, entre as quais encontramos uma companhia de soldados brancos do Reino (2), como era govemador das armas, o que queria dizer que possuía poder sobre toda a milícia da ilha de Santiago. Mas este homem também usufruía da confiança dos religiosos do Convento de São Francisco e era parente de vários cónegos da ilha. Não nos esqueçamos que o bispo encontra-se a residir nessa época na ilha de Santo Antão.
O que quer dizer que António Bezerra controlava a Milícia, a Câmara, e tinha influência sobre a Igreja. Mas este homem também manejava a Companhia do Grão-Pará e Maranhão, já que seu cunhado GABRIEL ANTÓNIO CARDOSO era filho de PEDRO CARDOSO que foi o primeiro administrador da dita companhia.
Em Maio do mesmo ano, morre na ilha o ouvidor-geral CARLOS JOSÉ DE SOUSA E MATOS. Cabo Verde fica assim sem governador e sem ouvidor-geral durante pelo menos sete meses. A ilha de Santiago é governada pelos poderosos da ilha e principalmente pelo "régulo da ilha" António de Barros Bezerra de Oliveira, e sua família. Este coronel/régulo era um homem culto, inteligente, sabia lidar com os ministros da Igreja e praticar a caridade para com os pobres, assegurava a relação com a hierarquia eclesiástica e com o escalão mais baixo da sociedade, enquanto salvava a sua alma e obtinha indulgências para os pecados cometidos contra seus iguais ou quem se lhe atravessasse no caminho(3).
Assim, durante meio ano, a oligarquia de Santiago tem total autonomia na gestão da vida política, judicial, económica e militar da ilha e isto apesar da instalação da Companhia do Grão-Pará e Maranhão no arquipélago e de sua acção devastadora na economia.
(1)António Barros Bezerra de Oliveira é acusado pelo ouvidor JOÃO VIEIRA DE ANDRADE de também ter assassinado este oficial régio com veneno "introduzido no seu tabaco". AHU. Cabo Verde. Papéis Avulsos. cx. 27, doc. 46. 16 de Março de 1761.
(2)Deve ser a companhia da guarda que, segundo a documentação. tinha 30 soldados pagos. Estes soldados deviam ser degredados do Reino, isto porque num documento, datado de 1758, aparecem como "soldados brancos degredados". AHU. Cabo Verde. Papéis Avulsos. cx. 26, doc. 59, 20 de Fevereiro de 1758; AHU, Cabo Verde, Papéis Avulsos, cx. 27, doc. 30, ant. 10 de Julho de 1761; AHU. Cabo Verde,Papéis Avulsos, cx. 27. doc. 31, ant. 18 de Julho de 1761; AHU. Cabo Verde. Papéis Avulsos, cx. 27,doc. 46, l6 de Março de 1761.
(3)António de Barros Bezerra era assim descrito pelo "Anónimo de 1784": "I .. Este coronel que era o que governava as Armas, e era professo na Ordem de Cristo, foi o maior perito que houve na ilha, era grande filósofo, grande jurista, muito curioso na medicina, e tinha rara habilidade para tudo o que se aplicava, e com tal facilidade de memória que tudo quanto lia ficava I .. . Era zeloso do culto Divino que a sua casa era uma oficina de encarnação imagens de paramentos que fazia para as igrejas. Muito caritativo e esmoler, a ponto de todos os anos mandar buscar remédios para curar os pobres, a sua casa parecia mais uma enfermaria da pobreza/ .. J. António Carreira, "Conflitos sociais em Cabo Verde no século XVIII". Revista de História Económica e Social, n.° 16, Lisboa. 1985.

• Cargo: Governador de Cabo Verde, a 11 Out 1761. Estraída do site HISTÓRIA DA GUINÉ clique aqui

ANTÓNIO DE BARROS BEZERRA DE OLIVEIRA Governador de Cabo Verde e da Guiné, desde 11 de Outubro de 1761.
Era um dos maiores proprietários da ilha de Santiago e grande senhor de escravos. Era mulato. Seu pai foi JOÃO PEREIRA DE CARVALHO, sua mãe a mulata MARIA DE BARROS DE OLIVEIRA. Grande e rico proprietário da ilha de Santiago, fortuna adquirida pelo pai na Guiné, onde foi capitão-mor de Cacheu. Era descendente de ANDRÉ ÁLVARES DE ALMADA. Era coronel das milícias.

• Episódio da vida: Prisão e morte, em 1762,. Estraída do site HISTÓRIA DA GUINÉ clique aqui

Em 1762, na vila da Praia e plena luz do dia o ouvidor JOÃO VIEIRA DE ANDRADE é brutalmente assassinado por vadios a mando do chamado rei da ilha de Santiago, ANTÓNIO DE BARROS BEZERRA E OLIVEIRA, portador do hábito da ordem de Cristo. Era coronel das milícias.
...
Acusado de autoria moral do assassinato, Bezerra de Oliveira e nove cúmplices, entre eles o Capitão de Cavalaria JOÃO COELHO MONTEIRO e outro Capitão MANUEL JOSÉ, foram presos em Santiago em 28 de Fevereiro de 1764, trazidos para Lisboa, julgados e condenados à morte. Depois de enforcados, as suas cabeças foram cortadas e levadas para Santiago, espetadas em chuços erguidos e exibidas ao povo na vila da Praia,
...

Julgado em Lisboa, ele foi condenado a ser "arrastado à cauda de um cavalo pelas ruas públicas da cidade até a praça do Rossio e nela morresse de morte natural para sempre." Ordenava, ainda, a sentença que a cabeça do réu fosse cortada e enviada a Cabo Verde, para ser exposta na vila da Praia até ser consumida pelo tempo


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António casou com Maria Semedo da SILVA, filha de João Luís da SILVA e Isabel Barradas de ARAÚJO. (Maria Semedo da SILVA faleceu em †.)


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