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João Bento de Abreu Rodrigues FERNANDES, ®
(1860-)
Margarida GOMES, ®
Nicolau José LOPES, ®
(Cerca de 1870-)
Maria Emília LOPES DA SILVA
Armando Napoleão Rodrigues FERNANDES, ®
(1887-1969)
Alice LOPES DA SILVA
(-1935)

Orlanda Amarilis Lopes Rodrigues FERNANDES, ®
(1924-2014)

 

Relações da família

Orlanda Amarilis Lopes Rodrigues FERNANDES, ®

  • Nascimento: 8 Out 1924, Assomada, , , Cape Verde
  • Óbito: 1 Fev 2014, Lisboa, , Lisboa, Portugal com 89 anos de idade
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Símbolo  Eventos de relevo na sua vida:

• Profissão: Escritora.

• Nota biográfica. Orlanda Amarílis Lopes Rodrigues Fernandes Ferreira nasceu em 1924, na Assomada, Santa Catarina, ilha de Santiago, é considerada "uma notável contista" da ficção cabo-verdiana, temas "marcantes" das suas obras, que envolve perspetivas na área de literatura feminina, retratos da vida da mulher cabo-verdiana e da diáspora.

A viver em Portugal desde meados dos anos 1950, após uma estada em Angola, Orlanda Amarílis pertenceu ao movimento literário "Certeza" (1944), revista que, depois da "Claridade", segundo a crítica, marcou um "momento significativo" na vida cultural cabo-verdiana.

Como ficcionista, Orlanda Amarílis colaborou em várias revistas, como "Colóquio/Letras", "África" e "Loreto 13", da Associação Portuguesa de Autores, e está representada em várias antologias.

A escritora publicou vários livros de contos -"Cais de Sodré Té Salamansa" (1974), "Ilhéu dos Pássaros" (1983) e "A Casa dos Mastros" (1989), que foram também traduzidos para outras línguas, como o russo, húngaro e holandês.

Orlanda Amarílis era casada com o escritor português Manuel Ferreira e era filha do investigador Armando Napoleão Fernandes, autor do primeiro Dicionário Crioulo Português, bem como sobrinha do novelista António Aurélio Gonçalves. A irmã, Ivone Ramos, também é escritora.

O seu trabalho como autoria e ficcionista de grande qualidade literária foi reconhecido por críticos portugueses como Jacinto Pedro Coelho, Duarte Faria, Fernando Assis Pacheco, Casimiro de Brito e Pires de Laranjeira, entre outros.

Pela importância da sua obra, Amarílis liderou a geração de mulheres, sobretudo a nível da ficção, que ajudou a modernizar a literatura cabo-verdiana, abrindo as portas a nomes como Maria Margarida Mascarenhas, Dina Salústio ou Fátima Bettencourt, entre outras.

O funeral da escritora realiza-se hoje em Lisboa e o seu corpo será cremado e, conforme o seu desejo, as cinzas serão colocadas no jazigo da família.


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