Mariano Joaquim da Piedade João Roque GRACIAS, ®
(1871-1931)

 

Relações da família

Cônjuges/Filhos:
1. Leonor de Magalhães PAIVA, ®

Mariano Joaquim da Piedade João Roque GRACIAS, ®

  • Nascimento: 28 Fev 1871, Margao, , Goa, India
  • Casamento (1): Leonor de Magalhães PAIVA, ® a 3 Ago 1898 em Cedofeita, , Porto, Portugal
  • Óbito: 10 Out 1931, Lisboa, , Lisboa, Portugal com 60 anos de idade
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Símbolo  Eventos de relevo na sua vida:



• Nota biográfica:,. Em SuperGoaclique aqui

Mariano Gracias nasceu em 29 de Fevereiro de 1871 no bairro de Bordá da cidade de Margão, concelho de Salcete, distrito de Goa, antigo Estado da Índia, e era filho de José Joaquim Gracias, médico militar e de D. Dulcinda Gomes e Gracias; em Goa fez os seus estudos secundários e formou-se em Direito em Coimbra.

Formação em Portugal

Na cidade universitária de Coimbra a sua vida é cheia de agitação; a sua formação intelectual deve-se em parte às discussões que tinha com os seus companheiros. As suas primeiras letras mostram uma cultura bastante rudimentar, mas depois o seu entusiasmo cresce pela leitura seleccionada dos melhores poetas e prosadores, tanto nacionais como estrangeiros.

Mariano GraciasGosta de solucionar problemas complexos e procura interpretar a vida segundo a filosofia oriental. Mais tarde matricula-se no Instituto Comercial e Industrial do Porto pelo qual é diplomado.

Publica sucessivamente "No Alto Mar" (1894), o seu primeiro livro em verso "Poentes" (1895), "Regresso ao Lar" (1896), "Agonia", (1898), "Canção de Alguém que se Perdeu" (1898), o poema lírico "Missal de um Crente" também em 1898 e entre 1898-1901 "Saudades de Portugal; tinha uma forte propensão para a poesia repentista.

Em 1903 segue a carreira burocrática, sendo revisor de 1ª classe da Imprensa Nacional de Lisboa; depois passa a exercer as funções de revisor-redactor do Diário de Governo ocupando a vaga deixada pelo falecimento do Visconde de Bucelas.

Em 1906 vai para Moçambique para ocupar o lugar de Secretário de Relação, para três anos depois ir para Goa ocupar idêntico lugar, onde serve com grande dedicação os seus conterrâneos.

Em 1914 aceita o convite do Ministro das Colónias Ernesto Vilhena para fazer parte do seu Gabinete, colaborando ao mesmo tempo nos jornais e revistas. Continuando a sua vasta obra literária em 1925 publica a "Terra dos Rajás".

É um homem que rejeita todas as honrarias como atesta a sua recusa terminante do cargo de vogal da Junta Geral da Província para o qual tinha sido escolhido pela comissão municipal.



Homem das letras, poeta...

A sua última obra foi "O Meio Colonial" um livro que apresenta estudos sociológicos. Contribuiu largamente para a cultura goesa, deixando vasta obra literária; o seu nome fica gravado nas letras indo-portuguesas; o eminente homem das letras Fialho de Almeida referindo-se à poesia "Regresso ao Lar escrito em 1906" disse-lhe numa carta que as estrofes eles estavam lindas, o veio poético fácil, a emoção profunda e comunicativa, a forma a mais cantante e vaporosa.

No seu livro "Terra de Rajás", que ele próprio disse ser o seu livro mais querido, encontram-se poesias dedicadas a Albano Forjaz de Sampaio, Rocha Martins, Gomes Leal, Cândido de Figueiredo, Eduardo Schwalbach e a outros seus conterrâneos. Tanto nesse livro como no "Sundorém" podem-se avaliar perfeitamente os seus elevados méritos como poeta.

Na grande lista das suas publicações encontramos: "Regresso ao Lar" (1906), mereceu um sugestivo elogio de Fialho de Almeida, "Terra de Rajahs", "O ABC da Nenita" (ilustrado) (1913), "A Bíblia do Amor" (1913), "Terra de Rajás" (1925) publicado em Bombaim, "Oração ao Suryá" (1925)... O Regresso ao Lar é publicado em 2ª edição em Nova Goa e cuja receita se destinou à Caixa de Socorros do jornal "Heraldo". O "Crepúsculo da Saudade" publicado em Lisboa em 1922 é uma colectânea de versos muito lindos que estavam dispersos uns pelos jornais e revistas e outros esquecidos nos fundos das gavetas; poesias como a "Moira Encantada", "A Merenda", "O Cortejo Real", "Os Noivinhos", "Os Fakir", "Toada Goanense" e "As Três Lendas", em versos deliciosos, escritos numa linguagem verdadeiramente indo-portuguesa. Faleceu no dia 10 de Novembro de 1931.



• Foto do casamento: a 3 Ago 1898,.



• Foto de família: ladeado por irmãos e filha ao meio.



• Foto meia idade: oferecida ao amigo Abel Cardoso, pintor Vimarenense. 1



• Foto 3ª idade: com a filha e o genro.



• Foto 3ª idade:


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Mariano casou com Leonor de Magalhães PAIVA, ® a 3 Ago 1898 em Cedofeita, , Porto, Portugal. (Leonor de Magalhães PAIVA, ® nasceu a 22 Fev 1880 em Cedofeita, , Porto, Portugal.)


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Fontes


1 Data cit.: 8 Jan 2017; Do espólio fotográfico do pintor vimaranense Abel Cardoso; Gentilmente disponibilizado pelo neto: Abel Marques de Vasconcelos Cardoso

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