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Manuel Pedro QUEJAS, ®
(1861-)
Estefânia FERREIRA, ®
(1864-)
António Augusto Nunes de AGUIAR, [2m]* ®
(1859-1942)
Ludovina da Graça REZENDE, [2m]* ®
(1862-1959)
Benévolo dos Santos QUEJAS, ®
(1900-1968)
Maria Ludovina de Rezende Nunes de AGUIAR, ®
(1892-1976)

Fernando Aguiar QUEJAS, ®
(1922-2005)

 

Relações da família

Cônjuges/Filhos:
1. Maria Isabel Pereira COELHO, ®

Fernando Aguiar QUEJAS, ®

  • Nascimento: 30 Abr 1922, Praia, Santiago, Cabo Verde
  • Casamento (1): Maria Isabel Pereira COELHO, ® a 3 Mai 1952 em Lisboa, , Lisboa, Portugal
  • Óbito: 28 Out 2005, Lisboa, , Lisboa, Portugal com 83 anos de idade 1
  • Sepult.: 30 Out 2005, Lisboa, , Lisboa, Portugal
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Símbolo  Notas sobre o nascimento:

Cidade da Praia - Cabo Verde


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Símbolo  Notas sobre o óbito:

29 Out, 13:42h O primeiro embaixador da música cabo-verdiana em Portugal FALECEU FERNANDO QUEIJAS

Lisboa, 29 Outubro - Faleceu ontem, 28, em Lisboa, Fernando Queijas, um dos nomes incontornáveis da música de Cabo Verde, para muitos. Queijas, compositor e intérprete, vivia em Portugal desde 1947 e tinha 83 anos de idade. O seu corpo vai estar em câmara ardente na igreja do Santo Contestável, no Campo de Ourique, em Lisboa, a partir das 16.30 horas de hoje e a missa de corpo presente está marcada para amanhã às 12.00 horas, seguindo-se depois o enterro no cemitério dos Olivais, a partir das 14.30 horas.

A morte do artista cabo-verdiano verificou-se ontem, poucos dias depois de ter sofrido uma queda em casa que lhe terá provocado uma hemorragia cerebral, como Helena Monteiro, irmã do falecido explicou à RDP África: “ele estava sentado ouvindo as suas músicas numa aparelhagem que o pai lhe ofereceu já há alguns anos”. Segundo a irmã, a sua morte é toda ela envolvida numa sequência de mistérios que “tem tudo a ver com a história da vida dele”. É que, confidencia Helena, “aquela aparelhagem dizia-lhe muito”, é onde Queijas “ouvia aquelas cassetes antigas”. “Ele gostava de se sentar ali no seu sofazinho a ouvir as suas músicas antigas”, disse Helena que conta que ele “levanta-se para mudar a cassete, que entretanto acabou, tropeça, cai e bate com a cabeça na viola dele”. Parece estranho, mas o mistério é mesmo assim: “a viola que muitas vezes tocou e encantou muita gente com as suas músicas”, foi onde Queijas “bate com a cabeça faz uma hemorragia, vai para o hospital e resultou na morte dele”.

Recorda-se que Fernando Queijas já se encontrava há muitos anos fora do meio da música cabo-verdiana, entretanto para Alberto Rui Machado, este é um nome que fica na história da música cabo-verdiana: “ninguém esquece que ele foi o embaixador da música cabo-verdiana aqui em Portugal”. Até porque para Machado, “ele foi o primeiro, o pioneiro nessa aventura”.

Fernando Queijas foi acusado por muitos de ter “afadiscado a morna”, mas “acho crítica injusta”, disse Machado. Até porque na época, ele tinha que tornar a morna “compreensível” para os portugueses e portanto é natural que tenha adaptado um pouco a morna de forma que “fosse apreciada pelos portugueses”, mas isso em nunca pode diminuir o trabalho que ele fez na divulgação da cultura, essencialmente da música cabo-verdiana.

Símbolo  Notas sobre o funeral:

O seu corpo esteve em câmara ardente na igreja do Santo Contestável, no Campo de Ourique, em Lisboa, a partir das 16.30 horas de 29/10/2005 e a missa de corpo presente foi marcada para 30/10/2005 às 12.00 horas, seguindo-se depois o enterro no cemitério dos Olivais, a partir das 14.30 horas.

Nôs Jornal newspaper (USA) Posted: 31 de Outubro de 2005

Familiares, amigos e colegas músicos estiveram presentes no último adeus àquele que foi pioneiro da divulgação da música crioula além fronteiras. Fernando Quejas morreu no dia 29 de Outubro. Uma das pessoas presentes ao funeral foi o jornalista Luis Lobo, que, em Lisboa, na qualidade de amigo e profissional fez-lhe a última entrevista, dias antes do falecimento do artista.
O funeral foi realizado domingo, dia 30, às 14h00 de Portugal, numa cerimónia muito sentida, com muitos amigos e familiares que acompanharam Fernando Quejas até ao cemitério dos Olivais, onde, como era seu desejo, foi cremado.
Antes porém uma das irmãs do extinto declamou um poema de Jorge Barbosa dedicado a Fernando Quejas, poema esse que, como realcei no meu apontamento, foi escrito aquando da partida de Quejas de Cabo Verde para Portugal. Houve ainda, antes do ultimo adeus dos presentes, uma morna cantada por Marino Silva - Hora di Bai.

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Símbolo  Eventos de relevo na sua vida:



• Actividade extra curricular: Cantor, intérprete e compositor.

• Morava em Lisboa, , Lisboa, Portugal. Casa no Restelo



• Actividade extra curricular: Cerca de 1953. Com Ovídeo Martins ao piano, Armando da Silva no violão e Fernando Quejas ao violino



• Foto jovem. 2



• Foto meia idade: 2



• Foto 3ª idade: 1998.



• Obra: Livro, em 1998,. "Andante Cantabile - Uma vida de Mornas"
Trata-se de uma recolha de depoimentos a respeito do autor, de poesias de sua autoria e em sua homenagem, de músicas por ele cantadas e/ou escrita e de fotografias de vários momentos marcantes em sua vida.

• Nota biográfica: em 2004,. FERNANDO Quejas, aos 82 anos, revelou a "P14" que pretende doar os seus instrumentos a um museu de Cabo Verde. O cantor pioneiro na divulgação da música cabo-verdiana em Portugal, onde reside desde 1947, tem uma faceta menos conhecida, que é a de músico, hábil em vários instrumentos.

Na sua residência em Lisboa encontram-se um piano, um violino e um violão que acompanham o artista há muitos anos e que ele hoje toca eventualmente. O seu último trabalho editado foi o CD "Corredor di Fundo", gravado em 1998 e lançado ao mesmo tempo que a autobiografia intitulada "Uma Vida de Mornas".




Por outro lado, as suas gravações em 45 rpm - gravou 22 singles, entre 1952 e 1973 - são hoje uma raridade a merecer serem passadas para o suporte CD, a exemplo do que vem sendo feito em Portugal pela Sons d´África, com LP dos anos 70 e 80 editados por diferentes empresas, e que a Morabeza Records, em Paris, promete fazer com os discos editados em Roterdão a partir da década de 60.

Natural da Praia, Fernando Quejas nasceu em 1922. Começa a cantar muito jovem. Foi sócio-fundador do Rádio Clube de Cabo Verde, que surge em 1945, e revelou ter sido o primeiro a atuar em direto a partir dos seus estúdios.

Parte para Portugal no fim de 1947 e já no ano seguinte integra o elenco da Emissora Nacional, inicialmente cantando músicas brasileiras, repertório que levava já de Cabo Verde, onde nomes como Ary Barroso, Silvio Caldas e Orlando Silva não eles estavam estranhos. Só mais tarde começa a introduzir no seu repertório a morna, praticamente desconhecida então em Portugal, onde, para além disso, conta Quejas, "era muito difícil encontrar músicos cabo-verdianos para o acompanhamento".

Desses primeiros anos, recorda um espectáculo no luxuoso Casino da Praia da Rocha, em Portimão. "Chego à porta do casino e vejo um cartaz enorme com o meu nome. Não pensava que ia actuar sozinho, pois não era muito famoso." Ao lado, outro cartaz anuncia o espectáculo do dia seguinte: Amália Rodrigues. "Atacaram-me os nervos, fiquei mal-disposto, preocupado. Eu num dia, Amália no outro, quem vai vir ver meu espectáculo?, pensei." Mas tinha um contrato a cumprir.

À noite, na hora de subir ao palco, vê a sala completamente cheia, com pessoas em pé ao fundo. Enquanto duram os aplausos chora, emocionado: "Era uma situação inesperada para mim. Depois acabei por me descontrair, e foi uma noite memorável", lembra.

Para além da série de singles que começou a gravar em 1952, Quejas percorreu Portugal durante anos, cantando em casinos, eventos e nos chamados "Serões para os Trabalhadores", promovidos pela Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho e que duraram até o 25 de Abril.

Sem voltar a Cabo Verde durante 43 anos, em 1990 visita a Praia a convite de Aristides Pereira - isso, depois de chegar aos ouvidos do então Presidente a confidência que fizera a um amigo sobre a mágoa que tinha por ver outros serem convidados para eventos em Cabo Verde e ele nunca o ter sido.

Quejas guarda o vídeo da gravação do espectáculo então realizado no auditório da Assembleia Nacional, um verdadeiro encontro de gerações, com Dany Spínola a ler um poema de Jorge Barbosa e a seguir o cantor a actuar acompanhado por Luís Morais, Valdemar Lopes da Silva, Chico Serra, Bau e Kim Alves.


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Fernando casou com Maria Isabel Pereira COELHO, ® a 3 Mai 1952 em Lisboa, , Lisboa, Portugal. (Maria Isabel Pereira COELHO, ® nasceu a 5 Mar 1934 em Lamego, Santa Maria de Almacave, Portugal 3.)


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Fontes


1 Notícia na imprensa, Jornal electrónico " O Liberal". Data cit.: 29 Out 2005.

2 Imagem, foto facultada por Helena Monteiro, parente próximo. irmã paterna.

3 Testemunho (de parente próximo), dados fornecidos directamente, por:. Data cit.: 1 Set 2008. Ana Maria Carvalhal
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