Luís Pires de BASTOS, ®
Justina Paula da SILVA, ®

Luís da Silva BASTOS, ®
(1940-2016)

 

Relações da família

Luís da Silva BASTOS, ®

  • Nascimento: 2 Nov 1940, São Lourenço dos Órgãos, Santiago, Cabo Verde
  • Óbito: 31 Ago 2016, Praia, Santiago, Cabo Verde com 75 anos de idade
  • Sepult.: Set 2016, Praia, Santiago, Cabo Verde
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Símbolo  Eventos de relevo na sua vida:



• Foto fardado: 1958, [Place]. Em 1964, concluiu o serviço militar e retornou a Cabo Verde



• Actividade lúdica: também jogava futebol em times de amigos. De pé, da esq./direita: Isildo, Diminguinho, Luis Bastos, Chiquinho, Carlos Veiga e Ney Brazao. Da esq./direita, agachados: Luis di Ma, Fortinho, Caré e Oscar Duarte.



• Foto 3ª idade: 2016.

• Nota biográfica: por ocasião de seu falecimento,,. Tido como um dos melhores jogadores cabo-verdianos de sempre, Luís da Silva Bastos nasceu em 1940. Foi o ano em que também nasceu Edson Arantes do Nascimento "Pelé", o jogador brasileiro cuja técnica e capacidade atlética naturais foram universalmente reconhecidas e que durante a sua carreira ficou também famoso pela sua excelente habilidade de drible e passe, ritmo de jogo, poderoso pontapé, excepcional arte de cabecear e artilharia prolífica. Quando um dia foi abordado a propósito, Bastos virou-se para ele mesmo e nele reconheceu algumas destas características, experimentando uma comparação soberba com o antigo craque brasileiro e outros grandes do futebol mundial, dizendo: "se tivesse nascido na Europa, seria tão bom ou melhor que Pelé, o luso-moçambicano Eusébio, o alemão Backembauer, o francês Platini e toda essa malta".

SILÊNCIO! MORREU MAIS UM REI DA BOLA: ADEUS LUÍS SILVA BASTOS
E ele até esteve na Europa, quando em 1966 o Benfica o mandara buscar para o colocar ao lado de Eusébio, Simões, Coluna, José Augusto, Costa Pereira e outros, mas sem o consequente sucesso profissional, conforme se verá. Luis Bastos acabou por fazer o caminho de volta às ilhas, depois de ter treinado um ano na Luz, contentando-se em vir triunfar por aqui, valendo-lhe em 30 anos de futebol "o título de melhor futebolista cabo-verdiano de todos os tempos", segundo o jornalista desportivo Simão Rodrigues.

Pelo que se sabe, a Luís Bastos não interessava trilhar o futebol profissional. De resto, ele mesmo chegou a afirmar que seu desejo era estudar, razão pela qual tudo fez também '96 mas sem sucesso '96 para ingressar no Académica, uma forma de estar às portas de Coimbra e fazer um curso.

Filho de Luís Pires Bastos e de Justina Paula da Silva, nasceu no actual concelho de S. Lourenço dos Órgãos para residir na localidade de Quinta dos Serrados, conjuntamente com os pais e outros oito irmãos, três dos quais também jogadores. Muda-se depois para cidade da Praia e ensaiar por aqui os primeiros pontapés na bola.

Foi pelos Lusitanos que ele e o seu grupo (putos dos 12-13-14 anos) do Plateau disputavam jogos a nível dos subúrbios da Praia. Evolui, depois, para a equipa do Brasil, pelas mãos do irmão Funa Bastos (1955). Da primeira vez em que foi titular pelo Brasil, depois de uma primeira experiência como suplente, marca e ganha titularidade, voltando a marcar muitas vezes nos jogos seguintes.

ESTÁDIO DA VÁRZEA CHEGOU A SER ESTÁDIO LUIS BASTOS

O Estádio da Várzea, esse mítico palco pelado que viria a ostentar o seu nome em 1995 '96 Estádio Luís Silva Bastos '96 era o destino certo dos amantes '96 médios e grandes '96 da bola. E aqui Luís Bastos, ele mesmo um dos craques grandes, chegou muito cedo, com a primeira experiência pel'Os Travadores da Praia (1955). Seguem-se o Boavista e os Nazarenos. Maior dos magricelas magros do seu tempo, foi ganhando compleição física e traquejo, para se alinhar depois com sucesso pelo Vitória (1957), equipa para a qual, disse um dia, realizou sua melhor época, sobretudo num dos confrontos contra o Sporting da Praia. "Lembro-me de, aos 17 anos, num dos jogos contra o Sporting, termos ganho por 3-0, com todos os golos marcados por mim".

Passou, depois, pelos campos de S. Vicente, onde jogou pela Académica, para depois regressar à Praia, militando agora no Sporting, aos 18-19 anos, antes de seguir para Angola, onde cumpriu os serviços militares e jogou pelo Grupo Desportivo Atlético Juventude do Moxico (1958) e pelo Luso, da Vila de Luso (Angola).

Em 1964, concluiu o serviço militar e retornou a Cabo Verde, jogando pelas melhores equipas da Praia. Primeiro pela Académica (1964/65), na companhia de Duia, Miloy, Nhartanga, Nery, Tinta, Petchas, Caló Pires, Pompeu, Kiki, Orlando, Mário Rui Pais, Zé Rui Antunes, Magno, Tcheka, Caré, Vatche, Pedro, Gordon e outros, com José Antunes "Toca" no comando. Nesse ano, a Micá da Praia vence o seu primeiro campeonato de Cabo Verde, depois de derrotar, na final, o FC Derby (S. Vicente) por 3-2, após prolongamento (2-2 no tempo regulamentar). Como fino ponta de lança que era, mas um errante em campo, Luís Bastos marcou dois golos '96 o segundo golo (o que leva o jogo ao prolongamento) e o de desempate, agora no prolongamento (aos 118 minutos). A cereja sobre o bolo, nessa mesma época, seria a conquista do Torneio de Preparação da Associação de Futebol de Santiago e a Taça Mundinho.

OS 10 GOLOS DE LUIS NUM JOGO QUE TERMINA EM 21-0

O seu primeiro ensaio para a selecção nacional dá-se nos anos 50, um jogo para a disputa da Taça Kwame Nkrumah, na Gâmbia. Uma selecção controversa, diga-se de passagem, comandada por Antero Barros, que acabou constituída somente por jogadores de S. Vicente. A história é contada em poucas palavras: Luís Bastos e Sabino (da Praia, Santiago) tinham sido chamados numa pré-convocatória. Depois dos primeiros ensaios, Barros dá-se de frente com um naipe de 19 bons jogadores e enfrenta a dura dificuldade de sacrificar um deles e cumprir a "lei dos 18 convocáveis". Vida dura para o treinador que opta por Luís Bastos e sacrifica o seu conterrâneo da ilha de Santiago: Sabino. Luís Bastos levanta o braço, pede a palavra, encosta o treinador à parede e põe a seguinte condição para continuar na selecção: "só fico se ficar o Sabino".

Aparentemente sem escolha, Antero Barros torce o nariz e manda de volta os dois jogadores santiaguenses, desvirtuando o carácter nacional de "selecção". Cabo Verde acabaria, ainda assim, por ganhar o jogo.
Na época de 1967-68, Luís Bastos inaugurou o inédito: marcou 10 golos numa única partida, jogo que dá o campeonato de Santiago à Micá, frente os Garridos (Santiago), por 21-0.

Depois da Académica, abraça o Boavista e, finalmente, o Sporting da Praia, onde termina a carreira, em 1990, aos 40 anos, portanto, sendo que seu último jogo foi contra o Vitória da Praia, saindo lesionado da partida para nunca mais jogar futebol.

Sobre este homem de fintas quase mágicas, o jornalista Álvaro Ludgero Andrade escreve, lembrando que "foi o primeiro jogador de Santiago '96 quem sabe de Cabo Verde? '96 a receber um salário que era pago por Djon Tuta, no valor de 800$00 mensais, além de bilhete gratuito de cinema, quando jogou pela Académica e pelo Boa Vista". E acrescenta: "dotado de uma técnica fabulosa e de uma rara inteligência, Luís Bastos deambulava por todo o terreno, fugindo às marcações impiedosas e buscando os golos que marcou de todos os tipos e feitios. Por exemplo, o golo mais bonito foi marcado num jogo de subúrbio, ao receber um cruzamento, saltou e, em vez de cabecear como todos esperavam, deixou a bola rolar no peito, atirando-a com o pé direito para dentro da baliza".

E ele parece responder nos seguintes termos, numa entrevista concedida ao jornalista Simão Rodrigues no ano seguinte: "Nasci com o futebol no corpo. Aperfeiçoei-me, trabalhava muito e, acima de tudo, gostava do futebol. Daí que tinha muita técnica, porque passava horas a brincar com uma bola de futebol".

Sem dúvidas um grande jogador que também jogou voleibol e vestiu a pele de treinador do Desportivo da Praia, Desportivo de Santa Cruz, Nó-Pintcha da Brava, Boa Vista da Praia e Travadores (1995).
Silêncio! Morreu o Rei: Adeus Luis da Silva Bastos

Por: José Mário Correia, autor de "Nas Rotas dos Tubarões Azuis '96 40 anos de história de Selecção Nacional"

• Clip vídeo: 31 Ago 2016.


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