Diogo Semedo CARDOSO [13m]*
Diogo Semedo CARDOSO [12m]*
Madalena da GUARDA [12m]*
Pedro Semedo CARDOSO [11m]*
(Cerca de 1595-Cerca de 1665)

 

Relações da família

Cônjuges/Filhos:
1. Beatriz Monteiro de QUEIROZ [11m]*

Pedro Semedo CARDOSO [11m]*

  • Nascimento: Cerca de 1595 1
  • Casamento (1): Beatriz Monteiro de QUEIROZ [11m]* em Santíssimo nome de Jesus, Ilha de Santiago, Cabo Verde
  • Óbito: Cerca de 1665, Santíssimo nome de Jesus, Ilha de Santiago, Cabo Verde com cerca de 70 anos de idade 1
  • Sepult.: Cerca de 1665, Santíssimo nome de Jesus, Ilha de Santiago, Cabo Verde
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Símbolo  Notas gerais:

Nasceu no séc. XVI na ilha de Santiago e faleceu na mesma ilha no séc. XVII. A sua pedra tumular refere que era "Fidalgo de antiga linhagem nos reinos de Portugal! pelos seus antepassados, governador e capitão geral que foi destas ilhas de Cabo Verde e seus distritos" Cargo para que foi indicado a 10 de Outubro de 1650 sendo demitido a 24 de Setembro de 1651. Era proprietário agrícola na região de S. Domingos e era casado com Beatriz Monteiro de Queirós, natural da mesma ilha e neta de Catarina Monteiro de Queirós que instituiu o morgadio da "Boa Ventura". O brasão de armas desenhado na sua lápide é o mesmo dos Cardosos do sítio do mesmo nome em Portugal. Com o falecimento do governador Gamboa Ayalla em Outubro de 1650 e encontrando-se o arquipélago sem bispo nomeado (que normalmente assumiria o cargo) e estando o governo de Portugal às voltas com a Restauração, o governo das ilhas foi assumido provisoriamente pela Câmara da Ribeira Grande. Esta entendeu fazer uma eleição que resultou favorável a Cardoso que foi então empossado pela mesma Câmara a 16 de Outubro do mesmo ano. Este facto explica-se assim mais pelo abandono a que a metrópole votara as ilhas do que por uma política isenta de preconceitos raciais. Abandono este devido à pobreza das ilhas e ao facto do governo, do então recém libertado Portugal, estar mais preocupado com a reacção filipina à revolta portuguesa. Note--se também que este governador não foi nomeado pelo governo central mas saiu duma decisão da câmara local que lhe conferiu posse! Ou seja os próprios moradores de Santiago que escolheram o governador! Pedro Semedo Cardoso teve no entanto um governo difícil, tendo que fazer frente aos seus adversários políticos e aos outros proprietários que escreveram ao Rei pedindo a sua substituição no que foram prontamente atendidos, tendo sido nomeado Jorge de Mesquita Castelo Branco em Agosto de 1651 e que recebeu o poder das mãos do próprio Cardoso que lhe conferiu posse em Dezembro do mesmo ano na Câmara da cidade, o que acontecia pela primeira vez em Cabo Verde (e no império português) passando desde então os governadores a tomarem posse nas câmaras. Os problemas que Cardoso enfrentou como governador quase que anunciam os que o cons. Martins irá enfrentar no séc. XIX, pois, também ele entrou em confronto com os proprietários da ilha de Santiago que conseguiram de Lisboa a sua demissão. Por outro lado, segundo Ruy Cinatti, era mulato e "foi tratado com desprego por John Nieuhoff, agente da Companhia Holandesa das índias Orientais", ou seja, teve problemas em se impor perante os representantes de outro país colonial, tal como Honório Barreto terá também no séc. XIX. Seja como for, Pedro Semedo Cardoso e Sérgio Duarte Fonseca, (este nomeado pelo governo central depois do 25 de Abril de 1974) foram os únicos cabo-verdianos naturais das ilhas que ascenderam ao cargo máximo da colónia de Cabo Verde. (Leão do Sacramento Monteiro (1962-70) era natural de Lisboa e o Almirante Vicente Pereira de Eça (1975), nascido por acaso na cidade do Mindelo, não pode ser considerado cabo-verdiano). 2

Símbolo  Notas sobre o funeral / cemitério:

Dizeres da pedra tumular: " fidalgo de antiga linhagem nos reinos de Portugal
pelos seus antepassados; por Decreto real de 1650, 19º Governador e 1º capitão
general destas ilhas de Cabo Verde e seus distritos". Esta pedra tumular foi
transferida da Cidade Velha para a entrada da Igreja de S. Domingos

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Símbolo  Eventos de relevo na sua vida:

• Trabalhou como funcionário da Câmara Municipal em Santíssimo nome de Jesus, Ilha de Santiago, Cabo Verde. 3



• Sepultura/Campa.


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Pedro casou com Beatriz Monteiro de QUEIROZ [11m]*, filha de André Álvares de ALMADA [12m]* e Francisca Monteiro de QUEIROZ [12m]*, em Santíssimo nome de Jesus, Ilha de Santiago, Cabo Verde. (Beatriz Monteiro de QUEIROZ [11m]* nasceu cerca de 1610.)


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Fontes


1 Genea Portugal.

2 João Nobre de Oliveira, A Imprensa Cabo-verdiana (1820-1975) (Edição da Fundação Macau - Direcção dos serviços de Educação e Juventude; Setembro de 1998, por ocasião da visita oficial a Cabo Verde do Governador de Macau, General Vasco Rocha Vieira. ISBN 972-658-017-X).

3 vários autores (1995), História Geral de Cabo Verde, volume II. página 522. IICT-Lisboa; INC-CV.

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