Gaetano BONUCCI ®
Deosolina GIOVAGNOLI ®

Pietro BONUCCI ®
(1884-1951)

 

Relações da família

Cônjuges/Filhos:
1. Maria da Luz Rocheteau LEÇA ®

Pietro BONUCCI ®

  • Nascimento: 1884, Mindelo, São Vicente, Cape Verde
  • Casamento (1): Maria da Luz Rocheteau LEÇA ®
  • Óbito: 1951, † com 67 anos de idade

Símbolo   Pietro também usou o nome Pedro BONUCCI.

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Símbolo  Eventos de relevo na sua vida:

• Descendência: Filhos de Maria da Luz e Pietro Bonucci.
Gaetano, Aniccio , Pietro Arigo e Yolanda.

Aniccio e Pietro Arigo faleceram ainda crianças. Gaetano faleceu na cidade do Porto, em Portugal, sem deixar descendência.



• Feito: ELECTRIFICAÇÃO DA CIDADE DO MINDELO, 6 Ago 1925, Mindelo, São Vicente, Cape Verde. Apontamento histórico da neta LUCY BONUCCI em 7/10/2013

No dia 6 de Agosto de 1925 na cidade do Mindelo , ilha de S.Vicente foi celebrado o acordo e contrato de fornecimento de energia eléctrica para iluminação pública e particular, entre a Câmara Municipal de S.Vicente e os empresários Pedro Bonucci e João Rocheteau Lessa , dando-se assim inicio a um processo que culminaria na aventura e obra gigantesca que aqueles dois empreendedores levaram acabo, e que permitiu projectar a cidade na modernidade, abrindo as portas do progresso que o acesso á energia eléctrica permitiu.

Assim , nesse mesmo dia de Agosto de 1925 , na secretaria da Câmara Municipal do Mindelo , o presidente Francisco Augusto Regala na sequência das deliberações tomadas em 1924 pela Assembleia Municipal, e devidamente autorizada por esta , decidiu conceder aos referidos empresários Pedro Bonucci e João Lessa , o exclusivo de fornecimento de energia eléctrica para iluminação pública e particular da cidade do Mindelo. Aconcessão foi feita por um prazo de 50 anos , com direito a uma posterior renovação do contrato. Como garantia desta concessão, ficou establecido que só os concesseonários poderiam atravessar a via pública com fios conductores aéreos ou subterrâneos , destinados a este fim.

A estes cumpria também fazer a iluminação dos largos , das praças e ruas da cidade do Mindelo com lâmpadas incandescentes , empregando-se 40 lâmpadas de 200 "velas" , e 80 de 100 "velas" , todas com reflectores , e colocadas nos lugares que a Câmara determinasse.

Pela iluminação pública a Câmara pagaria mensalmente aos concessionários a importância de 70 libras estrelinas , sendo esta quantia aumentada na devida proporção , quando a Câmara resolvesse alargar ou intensificar a iluminação da cidade. Ficou também determinado que os trabalhos de instalação da central e da rede eléctrica deveriam estar concluídas no prazo de 18 meses acontar da data da assinatura do contrato de concessão. Findo esse prazo , caso a Central não estivesse em condições de fornecer energia para iluminação da cidade , a Câmara ficaria com o direito de rescindir o contrato , recebendo dos concessionários a indemnização de 140 libras estrelinas.

Para montagem da rede eléctrica a Câmara obrigava-se a permitir a utilização dos postes e braços de parede em serviço da antiga iluminação a petróleo , bem como a conceder gratuítamente a licensa para o establecimento de novos postos se fossem necessários. Os concessionários comprometiam-se a efectuar todas as reparações nas ruas e edificios , e nos restantes lugares onde fosse necessário efectuar alterações por efeito das obras , bem como o encargo com as despesas de conservação e reparação de todo o material da anterior iliminação. Do mesmo modo obrigavam-se a fornecer energia eléctrica para iluminação pública desde 30 minutos depois do pôr do Sol , até 30 minutos antes do nascer do Sol. Depois da meia noite a iluminação seria reduzida a metade , conforme indicação da Câmara. Os edíficios do Estado e do Município teriam para a sua iluminação um desconto de 15% sobre os preços que os concessionários oportunamente viessem a estipular para o fornecimento de iluminação a particulares. Ficou establecido o sistema de fornecimento de energia aos particulares por avença , que seria fixado pelos concessionários tendo em atenção o numero de lâmpadas , sua força , e quaisquer outras condições que pudessem determinar dispêndio de energia ou alteração do seu custo.

Depois de montada a Central Eléctrica , os concessionários obrigavam-se a fornecer sem interrupção , energia para iluminação pública e particular da cidade do Mindelo. No caso de haver interrupção sem que houvesse motivos de força maior devidamente comprovado , os concessionários pagariam durante o primeiro período de interrupção a multa de 100 escudos diários e em caso de reincidência 200 escudos diáriamente. Cada um destes períodos de interrupção sem motivo justificado não poderia ultrapassar os 30 dias , caducando aconcessão se essa interrupção ultrapaçasse os 60 dias consecutivos. Toda a instalação deveria ser montada em harmonia com as prescrições impostas pelo regulamento de segurança para a montagem de instalações eléctricas com correntes fortes. Inicialmente as primeiras instalações da Central Eléctrica foram no espaço situado em frente á praia da Laginha onde funcionariam as fabricas de gelo e de moagem ,também propriedades de Pedro Bonucci.

O tipo de energia inicial era de corrente contínua , tendo sido esse o motivo que levaria a que as instalações da Central Eléctrica fossem transferidas depois para mais perto da cidade, em instalações situadas perto da Praça Nova , para minimizar as percas devido ao tipo de corrente utilizada, e à distancia. Mais tarde seria feita uma reformulação na tipologia de corrente empregue , e com a aquisição de novos motores , a corrente contínua seria substituída pela corrente alterna, o que permitiu o uso de transformadores e consequente extensão da rede e a transferência da central para fora da cidade, tendo em meados dos anos 60 regressado á zona da Laginha.

Além de Pedro Bonucci e de João Lessa , figuras centrais de toda esta história , não podemos esquecer também todos aqueles que ajudaram na edificação deste projecto e que durante muitos anos foram responsáveis pela manutenção de toda a rede eléctrica e funcionamento da central , como foram os casos de Teodoro Pias o responsável técnico da Central, que procedeu á reformulação da rede e introdução da corrente alterna bem como dos contadores, o ajudante e guarda da central de nome Basílio , os electrcistas João Bintim, Djindja, Platita.....enfim personagens que ajudaram a tornar Mindelo mais "luminoso".

O sr. Basílio , funcionário da central durante alguns anos, tem a curiosidade de ter sido um exilado político que foi mandado para S.Vicente, onde certamente deve ter passado os melhores anos da sua vida.

Desde a sua implementação , algumas histórias ficaram ligadas ao funcionamento da central , sendo a mais conhecida a celebre "Yolanda ka ta casá" , que as pessoas costumavam dizer quando faltava a luz, na esperança que ela voltasse depressa , não fosse a filha de "nha Pidrim Bonutch" ficar solteira.Como a luz cabava sempre por voltar, a moda pegou, e a professia nunca se cumpriu.

Já lá vão muitos anos , desde os já distantes inicios do século passado quando dois visionários e empreendedores meteram mãos á obra e sonharam com um projecto modernizador para a sua cidade natal de que tanto gostavam, e apresentaram à Câmara Municipal de S.Vicente as ideias de algo que viria a lançar a cidade do Mindelo nas trilhas da modernidade.Justiça lhes seja feita.


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Pietro casou com Maria da Luz Rocheteau LEÇA ®, filha de Manuel Caetano Nunes LEÇA e Charlotte ROCHETEAU. (Maria da Luz Rocheteau LEÇA ® nasceu a 19 Jun e faleceu em †.)


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